Sobre o diálogo entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa, escreve-se no Destaque de domingo do Público:
O objectivo número um da viagem do Papa Bento XVI à Turquia é a aproximação com a Igreja Ortodoxa, da qual o patriarca Bartolomeu I é o primus inter pares. Uma declaração comum será assinada pelos dois líderes religiosos no dia 30, quinta-feira, naquele que será mais um passo na aproximação mútua de duas igrejas, separadas formalmente desde 1054 – há quase mil anos. (…) A viagem “terá um grande significado para o diálogo entre a Igreja Católica e a ortodoxia”, afirmou o secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone. (…) Líder espiritual dos perto de 200 milhões de ortodoxos do mundo inteiro, Bartolomeu convidou o Papa para aquela que é a festa mais importante do patriarcado, a festa de Santo André. De acordo com a tradição, foi este discípulo, um dos mais doze apóstolos seguidores de Jesus, o primeiro a anunciar o evangelho na cidade. Mesmo se é simbolicamente importante, não se espera que o encontro traga novidades importantes ao processo de aproximação mútua. A divergência maior – o primado do Papa – está longe, ainda, de ser resolvida.
