Sobre o problema da liberdade religiosa na Turquia, um dos temas que se prevê que o papa abordará na viagem ao país, escreve-se no Destaque do Público de domingo:
Será um tema para abordar com pinças, mas o Papa Bento XVI não deverá deixar de se referir à questão da liberdade religiosa na Turquia. Ainda mais delicado, porque constitui também uma pedra de toque nas negociações para a eventual entrada da Turquia na União Europeia. O problema é vasto. No relatório de 2005 sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, a Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) assinala que a Turquia não reconhece juridicamente as confissões religiosas minoritárias. De acordo com a AIS, organização dependente do Vaticano e vocacionada para apoiar crentes perseguidos e a viver em países pobres, não há na Turquia qualquer lei sobre o direito de propriedade das comunidades religiosas que lhes permita “manter as actuais e recuperar as que foram confiscadas ao longo dos últimos 70 anos”. As dificuldades não acabam no plano formal. A Constituição turca garante a liberdade de consciência, de expressão e de religião, mas qualquer conversão de um muçulmano ao cristianismo é muito mal encarada num país com 72,5 milhões de habitantes, dos quais 97 por cento são muçulmanos (dois por cento são agnósticos e menos de um por cento são cristãos). E, como nota o relatório da AIS, nem os muçulmanos escapam às leis que proíbem a pregação do Alcorão fora dos lugares actualmente permitidos ou o uso do véu pelas mulheres que o desejem.

DEi com este blog e inscrevi-o na minha linkagem.
Gostei do que vi.
Comment by Ver para crer — 27 November, 2006 @ 1:01 pm
Já lia o Religionline da primeira versão.
Amigos! Parabéns pela vossa iniciativa de lançar esta nova edição. Está supimpa! Continuo fã.
Felicidades para o novo projecto.
Abraços.
Comment by Céu — 27 November, 2006 @ 5:20 pm
Isto está mal. E não é só na Turquia.
Vide Saragoça onde escola acaba com o Natal sem ouvir ninguém.
Comment by Ver para crer — 1 December, 2006 @ 12:40 pm