Bento Domingues, no Público (acesso a assinantes):
" (…) Só morrem e ressuscitam os que nascem. O hino que abre o Evangelho de S. João resolveu as coisas de uma forma brilhante: "O Verbo fez-se carne", fragilidade humana, e estabeleceu a sua tenda entre nós. Desse Presépio jorra "graça sobre graça" e a luz da verdade tocou a nossa condição maltratada (Job 1, 1-18). (…)
Se, por negligência, maldade ou ideologia, a referência e os fundamentos confessionais do Natal fossem perdidos, mas continuasse a ser a festa das crianças, dos pobres, dos sem-abrigo, dos velhos, dos que não têm ninguém, dos hospitais, dos abandonados, dos presos, dos esforços para acabar com as guerras, a violência e a marginalidade, o principal não estaria perdido. Se a paz ganhasse a terra, mesmo sem hinos à glória de Deus nas alturas, o Deus do Presépio seria infinitamente louvado. A alegria humana é a maior glória de Deus. Bom Natal!"
