O Governo de Itália acaba de apresentar formalmente no Conselho de Segurança das Nações Unidas uma iniciativa com vista a uma moratória internacional sobre a pena de morte. Actualmente membro daquele órgão, a Itália conseguiu, para já, o apoio da Alemanha que detém, neste primeiro semestre do ano, a presidência da União Europeia. Roma tomou já idêntica iniciativa em 1994 e 1999, mas sem sucesso.
Segundo a revista The Tablet, a proposta italiana foi já saudada por diversos grupos religiosos, designadamente pela Comunidade de Santo Egídio que há anos vem defendendo a mesma causa.
O Vaticano não comentou directamente a campanha de Itália, se bem que, após a recente execução do ex-líder iraquiano Saddam Hussein, o director do Gabinete de Imprensa do Vaticano, Federico Lombardi, tenha comentado que "uma condenação à morte é sempre uma notícia trágica e motivo de tristeza". Por sua vez o presidente do Consleho Pontifício da Justiça e Paz, cardeal Renato Martino, terá comentado, sobre o mesmo assunto, que o enforcamento de Saddam era "um erro, tal como era erro não situar o julgamento no âmbito de um Tribunal Criminal Internacional".
Ainda segundo The Tablet, a pena de morte vigora em 54 estados, entre os quais a China, Arábia Saudita, Irão e Estados Unidos da América.
