Com o título "Fábrica de desejos", frei Bento Domingues escreve hoje no Público acerca das tentações entre capitalismo e religião. Excertos:
(…) Nos gritos do populismo político-religioso contra o capitalismo, corre-se o risco de esquecer o essencial. Repete-se, desde o século XIX, que, devido às suas contradições, o capitalismo não pode sobreviver. É certo que precisou, várias vezes, da mão visível do Estado - medidas de tipo político, fiscal e legal - para responder às incapacidades da "mão invisível" do mercado. Hoje, o capitalismo está globalizado e é nele que vivem, bem ou mal, americanos e europeus, indianos e chineses, oligarcas russos e príncipes sauditas. Por uma questão de sustentabilidade - e sem contar com as extravagâncias dos super-ricos - pensa-se que o nosso planeta não aguentaria 6 500 milhões de pessoas a viver, como é desejável e como já vivem hoje os consumidores da classe média do rico hemisfério norte.
O ser humano, movido pelo desejo do Ilimitado perde-se no labirinto dos desejos desgarrados e distorcidos, tornados mediaticamente inadiáveis como uma droga. A genialidade do capitalismo contemporâneo consiste precisamente em ser uma fábrica, em contínua produção, de novos desejos. A publicidade vive de nos tornar infelizes se os não satisfizermos.
O Budismo dispõe de uma resposta clara e radical: a supressão do desejo através de um caminho de auto-iluminação marcado por verdades e práticas bem estabelecidas e numeradas. Os paralelismos entre Buda e Jesus, entre o cristianismo e o budismo têm sido muito estudados. Mas também podem ser apontadas profundas diferenças. O percurso cristão não segue a via da auto-iluminação nem procura a supressão, mas a conversão do desejo como puro dom da graça divina, enquanto iluminante e transformante da condição humana. Mas a graça da conversão do desejo não suprime, reorienta as energias e paixões humanas. Pode e deve acolher sabedorias, regras de vida e métodos de espiritualidade de todas as proveniências para hierarquizar necessidades materiais e espirituais num mundo dominado pela fábrica de novos e insaciáveis desejos que nos devoram e alimentam ódios e violência. Paz com a Terra e o Céu, paz dentro de nós próprios, paz e a justiça com os que precisam da nossa solidariedade.

uma merda nao gostei vai tomar no cu
Comment by eu — 9 May, 2009 @ 4:01 pm
que porcaria quando voçes fizerem uma coisa que preste e volto a comentar nessa merda de site
fuleira total
seus embecis
ps. nao leiao pq voçes iram se arrepender desse fracasso que e esse texto
Comment by eu — 9 May, 2009 @ 4:04 pm
que pena eu não me recordar como se apagam boçalidades…
Comment by amarujo — 19 May, 2009 @ 10:33 pm