Mais de uma centena de académicos muçulmanos de todo o mundo endereçou ao Papa Bento XVI e a outros líderes cristãos uma missiva contendo um apelo à paz e ao entendimento entre as duas religiões. A carta não é um gesto que se pode dispensar pois "está em causa a própria sobrevivência do mundo".
Muçulmanos escrevem ao Papa em favor da paz
Toneladas de tâmaras para o Ramadão e maçãs com mel para Rosh Hashanah
Judeus entram no Ano Novo judaico e muçulmanos iniciam Ramadão o mês mais importante do calendário islâmico
Toneladas de tâmaras vêm dos países árabes para Portugal por estes dias, a maior parte delas oferecidas pelas respectivas embaixadas. O fruto assinala, diariamente, em casa ou nas mesquitas, a quebra do jejum do mês de Ramadão, que ontem se iniciou. Por coincidência de calendário, os judeus entraram também ontem no novo ano (5768) do seu calendário.
O início de Ramadão, o nono mês do calendário lunar islâmico, está sempre dependente da observação da lua nova a olho nu. Daí que, em alguns sítios, o mês comece um dia mais tarde. É o caso do Senegal, pelo menos, que só hoje registará o primeiro dia de Ramadão.
Durante este mês, os muçulmanos jejuam de dia e só podem comer após o pôr-do-sol. O fim do jejum é assinalado com a quebra de uma tâmara, fruto escolhido por ser essa a prática tradicional do Profeta Maomé.
“Trata-se de valorizar o que temos e partilhar com os que não têm” diz ao PÚBLICO o xeque da Mesquita de Lisboa, David Munir, acerca do sentido deste mês de jejum, em que se comemora a revelação do Alcorão. Este mês e o período de jejum que lhe está associado é um dos cinco pilares do islão, com a profissão de fé, a oração, a esmola e a peregrinação a Meca.
O mês acaba com a festa do Eid-Al-Fitr, que este ano (1428, no calendário islâmico) deverá ser assinalada a 12 ou 13 de Outubro. Nessa ocasião, as mesquitas enchem-se e os crentes revezam-se em oração. Em casa, há refeição de festa, com família ou amigos, e com doces em que a amêndoa e o pistáchio são alguns dos condimentos mais usados.
Na Mesquita de Lisboa, o Ramadão deste ano será assinalado ainda por alguns debates, a realizar todos os sábado, após as 23h00, quando acaba a última oração. O jejum nas outras religiões (com participantes de diferentes credos), a morte no islão e as relações entre Estado e religião são alguns dos temas previstos.
Já o Ano Novo judaico tem características diferentes, embora assuma também o aspecto da meditação e revisão de vida. Durante os 30 dias do mês de Elul (que antecede o dia de Rosh Hashanah), os judeus fazem uma “preparação espiritual” que tem já em vista a festa de Yom Kipur, o dia do perdão, que se assinala a 10 de Tishrei ou 22 de Setembro.
Na festa de Rosh Hashanah, toca-se o shofar, a trompeta feita com chifre de carneiro. São lidos textos e orações relacionados com a análise dos actos que se fizeram ao longo do ano, explica Samuel Levy, ex-presidente da Comunidade Israelita de Lisboa. Essa reflexão marca dos dez dias que se seguem ao Ano Novo, até ao Yom Kipur.
Uma cerimónia perante água corrente, com o significado de “deitar fora as coisas erradas e de perdoar uns aos outros” assinala também esta época. Também gastronomicamente, há doces e pratos que se cozinham especialmente para esta altura. Maçã com mel, romãs, como sinal de fartura, e abóbora (cuja palavra hebraica é a mesma para rasgar, com o significado de rasgar as coisas velhas, estão presentes com abundância.
Na Torá (a Bíblia), era a fuga dos judeus do Egipto que marcava o início do ano. A tradição rabínica mudou depois o Ano Novo para Rosh Hashanah. A saudação habitual é desejar “um ano doce e bom”.
António Marujo
Ramadan karim
O novo ano judeu coincide com o primeiro dia do mês do Ramadão. Para muitos, esta coincidência pode ser um bom augúrio. Ramadan karim são os votos que se endereçam a todos os muçulmanos.
Por que acreditam em Deus os filhos de Abraão (V)
Na série sobre a fé dos filhos de Abraão, este é o depoimento de AbdoolKarim Vakil - muçulmano, é professor de História Contemporânea no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros do King’s College de Londres, tendo trabalhado sobre as representações do Islão e muçulmanos no imaginário português.
Não é acreditar, mas testemunhar Deus
Suponho que entendo a lógica que adivinho por trás da pergunta: sendo que Deus é objecto e fundamento da crença, querendo compreender os crentes que pergunta poderia ir mais directamente ao âmago da questão? Reconheço-lhe o intuito bem intencionado de abrir um jorro de luz sobre o universo da crença, mas é um abrir sobre, que não é um abrir-se a. Pede respostas mas não aprende primeiro que perguntas fariam sentido. (…) A pergunta afigura-se-me problemática por quatro razões. Primeiro, por assumir que as religiões são religiões todas da mesma forma; que a questão da crença, o lugar do credo e das doutrinas, e o “acreditar” em Deus têm a mesma relevância, para já não dizer o mesmo sentido e função, em cada uma das religiões e para os seus crentes. No entanto, o que define o muçulmano não é acreditar em Deus, mas testemunhar Deus. Depois, porque privilegia a crença sobre a prática; o discurso, o intelectualismo, as razões e fundamentação da “crença” por sobre outras formas de conhecimento do Divino; do experienciar, e quotidianamente testemunhar, louvar e implementar a Vontade de Deus; privilegia a palavra sobre o gesto (…). Em terceiro lugar, porque não reconhece que a relação com Deus se vive na relação com os outros em sociedade; na obrigação, no serviço, na solidariedade com os outros o acreditar se vive no creditar. Menos generosamente, por último, suspeito na pergunta o que ela reflecte da intolerância do tempo que é o nosso, traduzida numa atitude de provinciana e arrogante curiosidade perante o exotismo e atavismo de ‘como se pode [ainda] ser crente?’ Trai algo do pressuposto ideológico da normatividade epistemológica da não-crença. Sendo que é o crente que se reveste do artifício da crença; ao crente compete justificar-se ou explicar-se.
Por que acreditam em Deus os “filhos de Abraão”? (II)
A longa viagem que “inventou” o monoteísmo
A acompanhar os depoimentos dos cinco crentes abraâmicos, escrevi no Público de hoje um texto sobre a viagem de Abraão.
Andrei Rubliov, A Hospitalidade de Abraão, 1411
Referência fundadora para judeus, cristãos e muçulmanos, não se sabe se Abraão é a personificação de um clã ou uma personagem concreta. Mas sabe-se, sim, que a sua aventura mudou a História. A ele se deve o início do monoteísmo.
No princípio, foi um mito, personificação de um grupo ou uma personagem concreta? Viveu há 1500 anos ou mais? Ao aceitar uma proposta de aliança com Deus, Abraão mudou a história. Deixou o culto politeísta da sua tribo e intuiu, “inventou” o Deus único. A sua viagem mudou a História. Tornou-se a referência inaugural para judeus, cristãos e muçulmanos.
Naquele tempo, seria uma viagem quase impossível. Seis mil quilómetros a pé e com animais de carga, um clã inteiro pelo deserto, entre territórios hostis: de Ur, na Suméria (actual Iraque), até Canaã (onde está Israel), passando por regiões que hoje constituem a Síria, a Turquia, o Egipto, a Arábia Saudita.
Singular foi também a viagem espiritual deste homem: alguém que se põe a caminho, escuta uma promessa, que se torna “amigo de Deus”, espera pacientemente um filho, exercita a hospitalidade e intercede pelos condenados. E que, no fim, ainda é posto à prova: conseguirá abdicar do bem mais precioso, a vida do filho que tanto tardara? Nesta aventura, vêem a Bíblia e o Alcorão a Aliança fundadora da relação entre Deus e a humanidade. A Bíblia narra a história, o Alcorão interpreta a vida do patriarca na revelação de Deus.
Pier Giorgio Borbone, professor de Língua e Literatura Hebraica em Pisa, evoca (Abramo Padre di Tutti i Credenti, ed. ETS, Pisa, Itália) a “relação específica e única” entre Abraão e Deus. Uma proximidade intensamente pessoal. Os judeus invocam o Deus “de Abraão, de Isaac e de Jacob”, um Deus único evocado na pluralidade. Tal como no Alcorão, onde Ibrahim (o nome árabe) é referido 69 vezes (apenas Moisés é mais citado): “Cremos em Deus, no que nos foi revelado, no que foi revelado a Abraão, a Ismael, a Isaac, a Jacob e às tribos.” Sintetiza Borbone: “Íntimo de Deus, eleito e destinatário da promessa.”
Abraão, este nome evoca uma promessa. Há dúvidas quanto às datas – foi há 3500 anos? há cerca de 4000? – mas a maioria dos investigadores aponta um tempo algures por volta do século XVIII a.E.C. (antes da Era Comum). Abraão vive em Ur com o seu clã. Ur é, na época, o centro económico e cultural da Mesopotâmia, pouco mais de 10 mil pessoas num porto à beira do Eufrates e nas cercanias do Golfo Pérsico (o mar afastou-se entretanto uns 150 quilómetros). Só em Ur foram descobertos milhares de textos em escrita cuneiforme, inventada na região à volta de 3200 a.E.C.
Em 2000, o escritor polaco Tad Szulc (autor de biografias de João Paulo II e Fidel Castro publicadas em português) percorreu o trilho de Abraão. E falou sobre Ur com Piotr Michalowski, director da revista Journal of Cuneiform Studies e especialista na civilização mesopotâmica. “Imagino uma cidade próspera, de ruas fervilhantes cheias de lojas”, disse o especialista, na reportagem publicada em Dezembro de 2001 na National Geographic.
Uma guerra terá forçado Tera, pai de Abrão (o nome Abraão ser-lhe-à dado mais tarde), a deixar Ur com o seu clã. Mil quilómetros até Haran (actual Turquia). Em Ur e em Haran era a Lua que as pessoas adoravam, sob a invocação de Sin. Em Haran, escutou Abrão um Deus diferente, que lhe ordenava: “Deixa a tua terra, a tua família e a casa do teu pai, e vai para a terra que Eu te indicar. Farei de ti um grande povo”, conta a Bíblia, no livro dos Génesis.
A viagem de Abraão é mesmo, para os muçulmanos, a matriz da peregrinação a Meca. Varios dos ritos do hajj evocam episódios da vida de Abraão, desde a construção da Caaba até ao ritual do sacrifício.
O patriarca passa um tempo no Egipto, no Négueb, em Betel, até se fixar “junto aos carvalhos de Mambré, próximo de Hebron”, onde “construiu um altar ao Senhor”. Aí, Deus promete-lhe o filho que ainda não tem e uma descendência incontável: “Levanta os olhos para o céu e conta as estrelas, se fores capaz de as contar. Pois bem, será assim a tua descendência.”
Abrão está velho – terá cerca de 90 anos – e Sarai, sua mulher, também. Hesita: como será isso? A própria mulher propõe-lhe: “Visto que o Senhor me tornou uma estéril, peço-te que vás ter com a minha escrava. Talvez, por ela, eu consiga ter filhos.” Um gesto permitido pelo código de Hammurabi, para que um homem tivesse descendência. Agar engravida e nasce Ismael. Aqui radica uma divergência entre judeus e muçulmanos: para estes, Ismael é o filho herdeiro de Ibrahim.
É que mais tarde nasce Isaac, filho de Sara. Na Bíblia, é Isaac e não Ismael o filho com legitimidade para herdar. O nascimento de Isaac é anunciado pelo próprio Deus, que aparece a Abraão sob a forma de três visitantes misteriosos, aos quais ele oferece água e pão. A hospitalidade de Abraão será tema omnipresente. Na espiritualidade, o andaluz Ibn Arabi, considerado o maior xeque sufi, fala dela a propósito da relação entre Deus e o crente. Na arte, Andrei Rubliov, celebrizado no filme homónimo de Tarkovski, pintará em 1411 o ícone que se tornará a obra russa mais comentada de sempre.
Antes, tinha Abrão 99 anos, já Deus selara com ele a sua aliança: “Serás pai de inúmeros povos. Já não te chamarás Abrão, mas sim Abraão, porque Eu farei de ti o pai de inúmeros povos.” Esse é o significado do nome: pai de uma multidão. Abraão ganha a universalidade, reflecte Borbone, já não é apenas Abrão, um “pai excelso”. A mesma dimensão que São Paulo, no cristianismo nascente, lhe dará, ao chamá-lo pai de circuncisos (os judeus) e incircuncisos (os não-judeus). Os textos do Novo Testamento cristão olham-no como modelo de fé, confiança e disponbilidade, recorda Jean Louis Ska, professor do Instituto Bíblico Pontifício, no livro citado.
No seu diálogo com Deus, Abraão chega a ser quase impertinente. Como quando interpela a destruição de Sodoma e tenta salvar a cidade: “E será que vais exterminar, ao mesmo tempo, o justo com o culpado? (…) Não perdoarás à cidade, por causa dos cinquenta justos que nela podem existir?” “Pois que me atrevi a falar ao meu Senhor, (…) se, por acaso, para cinquenta justos faltarem cinco, destruirás toda a cidade, por causa desses cinco homens?” E a insistência final: “Que o meu Senhor não se irrite (…) Talvez lá não se encontrem senão dez.” O atrevimento resulta: “Em atenção a esses dez justos, não a destruirei.”
À prova de paciência a que Abraão se sujeitara, Deus acrescenta-lhe uma última: pede-lhe que sacrifique aquele por quem tanto esperara: “Pega no teu filho, no teu único filho, a quem tanto amas, Isaac, e vai à região de Moriá, onde o oferecerás em holocausto.” Isaac é poupado, in extremis, pelo próprio Deus, quando Abraão já se preparava para cumprir o ritual – um momento imortalizado em muitas obras de arte ao longo dos séculos.
Este é o acto de fé radical e fundador. Abraão confia até final na presença de Deus. Abandonando-se à promessa, sabe que, no fim, Deus providenciará. Na reportagem citada, Tad Szulc cita o poema “Hino à bênção de Abraão”, do muçulmano Cengizham Mutlu: “Não sente dor, não se lamenta./ Diz: “O meu Deus salvar-me-à.”/ Dois anjos tinham-no previsto com acerto.// Brasas transformam-se em cinzas./ Faíscas transformam-se em rosas.”
Discurso de Ratisbona:
muçulmanos escrevem ao papa
Cerca de quatro de dezenas de académicos e líderes religiosos do mundo muçulmano endereçaram ao papa Bento XVI uma "Carta Aberta" a propósito do seu discurso em Ratisbona, Alemanha, em Setembro passado, que tanta polémica originou. O documento, divulgado pela revista Islamica Magazine, encontra-se traduzido em oito idiomas, um dos quais o espanhol, do qual respigámos a abertura:
"En relación con vuestra conferéncia en la Universidad de Regensburgo, Alemania, el 12 de Septiembre de 2006, hemos creído apropiado, en un espíritu de libre intercambio, considerar vuestro uso de un debate entre el Emperador Manuel II Paleologus y un «erudito persa» como punto de partida para un discurso sobre la relación entre la razón y la fe. Pese a que aplaudimos vuestros esfuerzos por combatir el dominio del positivismo y el materialismo en la vida humana, debemos señalar algunos errores en la forma en que os referisteis al Islam como un contrapunto al uso apropiado de la razón, así como en las aseveraciones que realizasteis en apoyo de vuestros argumentos".
Complemento:
Sobre este mesmo assunto - ou seja - o discurso e o papel de Bento XVI - importa registar o primeiro de dois artigos que José Pacheco Pereira começou a publicar qunta-feira, dia 28, no Público, e que transcreve, com desenvolvimentos, no blogue Abrupto, sob o título UM INTELECTUAL ORGÂNICO EUROPEU: JOSEPH RATZINGER (BENTO XVI).
Bento XVI na Turquia, a viagem mais arriscada
O Público dedica o seu Destaque de domingo a uma antevisão da viagem do Papa Bento XVI à Turquia. O ambiente que rodeia a visita, o islão turco, a prioridade ao diálogo com os ortodoxos e as questões relativas à liberdade religiosa são alguns dos temas desenvolvidos em três páginas. Aqui fica o início do primeiro texto:
O Papa Bento XVI inicia terça-feira aquela que é, até agora, a mais difícil viagem do seu pontificado de ano e meio. Depois da Alemanha (duas vezes) e da Polónia, a Turquia é o destino. O diálogo ecuménico entre o Vaticano e a Igreja Ortodoxa, a Europa, a adesão da Turquia à União Europeia e a liberdade religiosa serão temas a abordar, directa ou indirectamente, pelo Papa. Mas o actual clima entre islão e Vaticano acabará por dominar vários dos actos da viagem.
Partiu do patriarca ortodoxo de Constantinopla, Bartolomeu I - líder espiritual dos cristãos ortodoxos -, o convite para que Bento XVI fosse à Turquia. O encontro assume importância significativa num momento em que o patriarca russo disputa um lugar ao sol entre as primazias na Igreja Ortodoxa. Uma importante declaração sobre a aproximação entre catolicismo e ortodoxia será mesmo assinada nesta visita. Mas a viagem será muito dominada pelo tema da relação com o islão.
Colóquio: “Metamorfoses do religioso”
Reflectir sobre o religioso no âmbito de uma abordagem transversal e multidisciplinar é o objectivo de um colóquio que se realiza no próximo dia 27, segunda-feira, na Universidade do Minho, em Braga, em torno do tema "Metamorfoses do religioso: heranças e novos desafios".
O Colóquio, que tem início às 9.15, prolongando-se até ao fim do dia, no Campus de Gualtar, pretende, no dizer dos seus promotores, do Departamento de História do Instituto de Ciêncis Sociais, apresentar "leituras críticas sobre o modo como o Ocidente e o Mundo do Islão perspectivam conceitos da modernidade (secularização/laicização, tolerância, lugar do outro), tanto no passado como, sobretudo, na contemporaneidade recente". Entre os conferencistas convidados contam-se Fernando Catroga, Adel Sidarius, António Matos Ferreira, Mostafa Zekri, Faranaz Keshavjee, Jesus Joel Peña Espinoza.
No mesmo dia, às 18 horas, decorrerá na Livraria Centésima Página, no centro da cidade de Braga, o lançamento do livro do Doutor Fernando Catroga, Entre Deuses e Césares, Secularização, Laicidade e Religião Civil (2006), estando a respectiva apresentação a cargo do Doutor Norberto Cunha.
Responsável turco não quer discutir discurso de Ratisbona com Bento XVI
O responsável do Departamento turco para os Assuntos Religiosos diz que não quer discutir o discurso do Papa em Ratisbona, em Setembro, na visita que Bento XVI faz ao país na próxima semana. A não ser que…
The head of Turkey’s religious affairs department, Ali Bardakoglu has said he has no intention to bringing up the criticisms of Benedict XVI “unless the Pope puts it on the agenda”, but did not exclude possible protests during the papal visit to Turkey from 28 November to 1 December. However he also stressed that the Turkish people would welcome the pope with solemnity without creating big incidents. Bardakoglu’s commented appeared in an interview with the German Der Spiegel that was cited by the Turkish press. The head of the religious affairs department – that had reacted very strongly to the ‘lectio’ of Benedict XVI in Regensburg in September – said the statements made on that occasion, to the effect that Islam imposed itself over logic, were a “apparent and prejudiced attack to Islam’s main principles."
In an interview with Turkey’s CNN, Bardakoglu said he was sure the people would be reasonable and sensible about the pope’s visit and would not neglect their visitor. “Our doors are open to everybody. If somebody makes a false statement about Islam, we will make our attitude clear. This could be a Muslim, Jew or Christian,” he said.
A notícia mais completa está no Asia News.
Vatican urges Israel to ban Jerusalem gay parade
A posição do Vaticano sobre a marcha do orgulho gay em Jerusalém foi notícia na Reuters:
By Robin Pomeroy
VATICAN CITY, Nov 8 (Reuters) - The Vatican has condemned a gay pride parade due to be held in Jerusalem on Friday as offensive to religious believers and urged Israeli authorities to stop it taking place.
"It is with bitterness that we have learned that the day after tomorrow, Nov. 10, 2006, there is scheduled in Jerusalem a so-called ‘gay pride parade’," the Vatican said in a statement issued on Wednesday.
In a letter to Israel’s Foreign Ministry, the Vatican urged authorities to withdraw permission for the parade which is expected to attract up to 8,000 people.
"The Holy See has reiterated on many occasions that the right to freedom of expression, sanctioned by the Universal Declaration of Human Rights, is subject to just limits, in particular when the exercise of this right would offend the religious sentiments of believers," the letter said.
"It is clear that the gay parade scheduled to take place in Jerusalem will prove offensive to the great majority of Jews, Muslims and Christians, given the sacred character of the City of Jerusalem."
Gay pride festivals have been held each year in Jerusalem since 2001, but this year’s, bigger and with international participation, has caused greater outrage than before.
Ultra-Orthodox Jews, dressed in black suits and hats, have protested in the city, burning tyres and pelting the police with stones. Organisers say the parade will promote understanding, tolerance and open-mindedness.
The Vatican has often criticised the rise of gay rights as a potential threat to the traditional model of the family.
In June, it said gay marriage, abortion, lesbians wanting to bear children and a host of other practices it saw as threats to the traditional family, were signs of "the eclipse of God".
Fonte: REUTERS
Pastor protestante alemão pega fogo a si mesmo “preocupado com o islão”
Na Alemanha, no dia em que se assinalava o aniversário da reforma de Lutero, a "preocupação" com o islão levava a um gesto impensável; pelos vistos, continua a haver quem queira fogueiras - mesmo que seja a própria - contra o que é diferente. A notícia é do serviço Ecumenical News International:
German pastor who set himself on fire was ‘worried about Islam’
Erfurt (Alemanha), 2 Novembro (ENI)
A retired Protestant pastor in Germany has died after dousing himself with petrol and setting himself on fire, leaving behind a note saying he was worried about the spread of Islam. Roland Weisselberg, aged 73, died in a special clinic on 1 November after setting himself alight the previous day at a service in the Augustinian monastery in Erfurt in eastern Germany to mark Reformation Day. Bishop Axel Noack, who heads the regional Protestant church that includes Erfurt, said he was deeply shocked at the news about Weisselberg’s death. Erfurt’s Protestant provost, the Rev. Elfriede Begrich, said after meeting Weisselberg’s widow that he had left a letter where he wrote that he was "concerned about the spread of Islam in Germany". She said that in recent years Weisselberg had repeatedly called on the church to deal more intensively with Islam. Onlookers reported that before he covered himself in petrol, Weisselberg had stated, "Jesus and Oskar". This was assumed to be a reference to Oskar Bruesewitz, a Protestant pastor who burned himself alive in 1976 in protest against the communist government that ruled East Germany until 1989. Bishop Noack acknowledged failures in the way that churches had related to other religions and cultures, and, especially in eastern Germany, there was little "experience of dealing with each other in everyday life". At his retirement in 1989, Weisselberg was pastor of the Windischholzhausen district of Erfurt, the capital of the regional state of Thuringia.
Fonte: ENI - Ecumenical News International
